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Albert Camus tem de ganhar

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O centro liberal contra islamitas, nacionalistas e multiculturalistas

As cartas argelinas de Albert Camus são a leitura do momento. Camus era um “retornado”, um francês da Argélia que sonhava com uma pátria argelina pluralista, uma Argélia tocquevilliana, reformada e preocupada com o convívio entre franceses e árabes. Quando a guerra civil eclodiu, criticou os dois lados. Contra os árabes, argumentou que a luta contra a submissão não se fazia com ataques terroristas que chacinavam populações civis. Além do mais, não fazia sentido defender a limpeza total da presença francesa. Se essa purga fosse consumada, a Argélia cairia num mundo de cinzas sem Fénix à vista. Contra os franceses da Argélia, Camus criticou o delírio que era o silenciamento de nove milhões de árabes. Um milhão de colonos brancos não podia governar nove milhões de árabes sem consentimento institucional. Por esta razão, defendeu reformas pluralistas que canalizassem a voz árabe para o interior do sistema.
O objetivo era a construção de um centro liberal entre o terror árabe e a xenofobia francesa, um centro partilhado por democratas árabes e liberais franceses. Era porém um objetivo quimérico.

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