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Cair em Argel, ou subir até Israel?

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Ou caímos na Argélia de 1957, ou nos erguemos até Israel. Ou caímos num ambiente de guerra civil em que cada rosto castanho é encarado como um potencial inimigo, ou elevamos a segurança para um nível que nos garanta a liberdade mais importante de todas: a liberdade em relação ao medo. E é cada vez mais claro que esta liberdade, a fonte de todas as outras, já não existe nos países ou nas cidades com grandes comunidades muçulmanas.

Se não adaptarmos medidas de segurança “israelitas”, se deixarmos que o terror se torne numa coisa normal, então, meus amigos, caminharemos para uma imensa guerra civil entre a maioria branca e as comunidades muçulmanas que objectivamente rejeitam os valores ocidentais, caminharemos para a Argélia de 57, descobrimos que a Batalha de Argel pode galgar o Mediterrâneo.

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  • Perante o resultados do relatório britânico sobre a guerra do Iraque, temos de responsabilizar os que deliberadamente mentiram aos povos, atiraram a Europa e os EUA para uma aventura irresponsável e com isso criaram o caos na região, facilitando de tal forma a vida aos terroristas que lhes foi possível dominar um território, assemelhar-se a um Estado e ter recursos nunca vistos. Se não se for tão longe, que ao menos não se volte a dar ouvidos aos guerreiros de sofá. Gritar pelas armas é fácil, difícil é lidar com as consequências de escolhas irresponsáveis. O combate no terreno está a ser feito e a sucessão de atentados pode ser sinal do desespero perante as derrotas do Daesh na guerra convencional. As medidas de segurança nunca impedirão todos os atentados. Mas pelo menos devemos uma coisa a nós mesmos: fazer justiça. Perseguir e punir os responsáveis materiais e morais destes crimes, obviamente. E punir os que, conscientes das suas próprias mentiras, acabaram por lhes facilitar a vida

  • Mais de 10 vidas tiradas por dia: os números do terror

    O Expresso recuou até ao verão de 2014, data em que a ameaça do terrorismo global se intensificou, através do surgimento do Daesh (autoproclamado Estado Islâmico). Desde então, uma constelação de grupos levou a cabo 180 ataques em todo o mundo que resultaram em mais de 7000 mortos – mais de 10 pessoas por dia neste período. Esta não é uma lista exaustiva de atentados terroristas, mas a recolha possível dentro dos limites do acesso à informação - e contabiliza o ataque em Nice, esta quinta-feira