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Bazófia sem cheques carecas

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Durante o Mundial de 2006, andei pelas ruas de Munique com uma camiseta preta da selecção e, à minha passagem, todos as tribos e claques se curvavam em veneração. Dos europeus aos americanos, todos prestavam homenagem às quinas. Era a deferência pelo talento de Deco, Figo e Ronaldo, era o aceno reverente a uma equipa imperial que domina adversários e que ainda tinha a magia do drible, da ginga e da revienga.

Nesse ano, eu tinha a certeza que a vitória seria nossa. Depois do génio demonstrado em 96, 2000 e 2004, depois das injustiças históricas de 84 e 66, o cosmos estava forçado a reconhecer o nosso talento. A vitória era tão óbvia como o azul do céu, já fazia parte da ordem natural das coisas, era uma evidência empírica. Claro que o último fôlego de Zidane destruiu a insuportável bazófia que eu pavoneava pelas ruas de Munique.

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