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Chora-me um rio

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Chorar ao ver a capa de “A Bola” hoje de manhã, chorar ao ler “A Bola”, chorar ao recortar a capa de “A Bola” de 11 de Julho de 2016; foram anos e anos a ver capas e a ler textos de "A Bola" sobre o quase, sobre o fado, sobre os trinta metros que nos faltavam, sobre a ineficácia lusa, foram anos a rapar o tacho com a colheu-de-pau das vitórias morais, foram anos a criar a ideia de que havia uma barreira quase teológica entre nós e a glória. Sim, chorar. Chorar um rio, para sermos exactos. Chorar a ouvir o hino cantado no estádio e na sala pela minha mais velha, chorar de raiva com as lágrimas de Ronaldo após a lesão, chorar e deixar a sala, chorar e ir fazer o petisco para a visitas enquanto se insulta o palhaço que lhe varreu a perna como se estivesse no “Karate Kid”, chorar enquanto se amaldiçoa o fado que é foda mesmo, não há por aí uma abébia, Senhor?

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