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Não são 17 milhões de fachos

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Hannah Arendt dizia que compreender não é o mesmo que desculpar. Tentar compreender a mundividência dos nazis não é o mesmo que desculpar os nazis, por exemplo. Mais do que qualquer outra coisa, o nosso tempo necessita desta humildade moral, intelectual e até literária. O ar que respiramos é pesado, está embrutecido e embrutece, está saturado de vaidades intelectuais que recusam sair do quentinho, recusam escutar o outro lado.

Para observarmos um sinal deste embrutecimento, basta olhar para a birra que Juncker derramou sobre Farage no parlamento europeu. Quando transformou daquela maneira o centro da Europa numa RGA juvenil, Juncker insultou 17 milhões de pessoas. Sim, muitos brexiters são mesmo racistas ou pré-fachos, mas a maioria é composta por pessoas normais que sentem medo por esta ou aquela razão.

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