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Não é a economia, estúpidos

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Trump, Brexit e demais movimentos nacionalistas na Europa mostram pela enésima vez que o homem não é o “homo economicus” da esquerda e de muitas escolas de direita. É este o lado positivo do sarilho inglês: jornalistas, comentadores e afins têm de mudar de lentes, têm de deixar de lado a frieza do “economês”, as escolhas racionais, o voto útil e afins, porque em certos momentos históricos estas previsibilidades económicas são superadas por algo mais profundo do que o bolso, a identidade nacional.

As contas, os gráficos e os ratings atiram à cabeça, mas a identidade, a imigração, os choques culturais atiram à emoção. Quando os povos começam a perguntar “quem somos nós?”, a pergunta que rege as épocas pachorrentas (“como vamos gastar mais dinheiro?”) perde espaço; quando o subsolo emocional é remexido, a racionalidade económica desaparece, as pessoas ficam sem pé, sentem que se estão a afogar enquanto nação e só sossegam quando tocam com a pontinha dos dedos num novo subsolo pátrio. Não desprezem esta necessidade de pertença.

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