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Revolucionários e reaccionários comemoram à minha volta

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Sei o que estava a fazer quando dei de caras com o 11 de Setembro. Estava a comprar dois filmes do Hitchcock na Fnac, “39 Degraus” e “Pousada da Jamaica”. Saberei sempre o que estava a fazer quando fui abalroado pelo Brexit. Acordo todos os dias às seis da manhã. Hoje, por acaso, a minha filha mais velha acordou comigo e correu para a sala. Quando ligou a TV, ficou surpreendida porque não apareceu logo o Canal Panda mas a Sky News. Em dois segundos, li os rodapés e mudei logo para o Canal Panda.

Levei um soco que não esquecerei tão cedo, um soco de uma geração, um soco parecido com o 11 de Setembro. Fui para a cama na convicção que o meu mundo estaria de pé de manhã, mas não estava. Revolucionários trendy da esquerdinha e velhos reaccionários estão aos pulinhos, contentes com a destruição do mundo que conhecem.

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  • A thousand natural shocks

    Não se sabe o que é eles saírem e não se sabe o que é nós ficarmos. Nós? Como se definirá agora “europeus”? Se os mercados financeiros tratam de expectativas, os povos tratam-se de esperança; e se Bolsas oscilam pela indefinição, pessoas paralisam com medo. A The Economist pode repetir a manchete da crise de 2008: “Oh Fuck!”. Oh fuck…