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Fascista (de chuteiras) me confesso

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Não me levem a mal, mas as competições de selecções estão a perder o charme. Claro que continuo a ver o Euro, mas só pelo prazer de ver uma grande competição, o circo romano, o cheiro a sangue, suor e lágrimas no relvado e nas bancadas, apesar de as câmaras só apontarem para caras bonitas (como se tivéssemos pouco acesso a caras bonitas no resto do ano).

Contudo, já não há o prazer de ver as diferenças de estilo entre selecções. Não me levem a mal, mas quando calço chuteiras sou mesmo fascista. Sinto falta das divisões culturais que os pitões deixavam no relvado. Agora um sujeito olha e só vislumbra uma ideologia universal que subjuga todas as selecções. Umas “sobem o bloco”, outra “baixam o bloco”, mas na prática todas seguem o mesmo molde. A única que mantém uma tradição distinta é a velha senhora italiana, que, não por acaso, é sempre criticada por manter a sua antiga concepção de futebol. Mas qual é o problema com a diversidade da espécie?

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