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O fechamento da mente britânica

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A direita anglo-saxónica, a casa de partida do meu monopólio intelectual, não atravessa um grande momento. A direita americana está mergulhada num radicalismo simétrico ao radicalismo da esquerda dos anos sessenta e setenta. Trump é o McGovern da direita. Apesar de não conhecer estes picos de radicalismo, a direita inglesa também está longe da melhor forma.

O que espanta nas duas latitudes é a ausência de realismo, isto é, a ausência de conservadorismo, a incapacidade para aceitar o mundo como ele é, a fuga para uma utopia reaccionária. Felizmente, largos segmentos do conservadorismo americano e inglês já estão no combate ao fechamento mental dos seus patrícios.

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  • “Com ou sem Brexit, o terramoto já aconteceu na União Europeia”

    Professora catedrática de Relações Internacionais na Universidade de Dresden, Eugénia da Conceição vive há vários anos na Alemanha. Prestes a assumir o cargo de reitora do Instituto de Políticas Públicas da Baviera da Universidade Técnica de Munique, esteve na feira do livro em Lisboa para apresentar “O Futuro da União Europeia”, o último ensaio da Fundação Francisco Manuel dos Santos. Em entrevista ao Expresso, falou sobre os desafios que o bloco enfrenta, a começar pelo referendo britânico. Critica a forma como Bruxelas lidou com o caso Banif e diz achar que Portugal não vai ser alvo de sanções pela UE