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Os LGBT não querem direitos, querem a humilhação cristã

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Meu caro leitor, apresento-lhe Oliver Hensley. Em 2008, este jovem gay foi esfaqueado nos pulmões e na coluna por um gangue muçulmano à saída de um bar gay em Londres, The George and Dragon. Quando o autor material da agressão foi condenado, em 2010, uma horda de dezenas de muçulmanos destruiu o bar.

Já que estamos em momento de apresentações, gostava que o meu caro leitor conhecesse Patrick McCarthy, blogger gay que viveu em Bordéus um momento de terror. Tradicionalmente amiga de gays, a atmosfera de Bordéus mudou de tom em 2005 quando cinco gays foram assassinados por membros da comunidade árabe no espaço de dois meses. Esta blitz homofóbica também não é do conhecimento do meu caro amigo, mas explica porque é que grande parte dos gays franceses apoia Marine Le Pen.

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  • Ataque na Florida abala comunidade LGBT

    À medida que vão sendo conhecidas as identidades de algumas vítimas, as famílias e amigos choram. Em Orlando, as vigílias estão limitadas por questões de segurança. Apesar de tudo, a comunidade LGBT garante que não terá medo

  • A frase ‘Je suis…’ qualquer coisa que foi alvo de um atentado bárbaro entrou na moda e não há nada a fazer. Várias vozes se incomodaram por, depois do atentado de Orlando ninguém ou quase ter gritado ‘Je suis gay’ ou ‘Je suis Orlando’. Na verdade, a fúria e maldade presumivelmente homofóbica do assassino de Orlando não fica atrás em desumanidade de outros atentados que se cometem um pouco por todo o mundo. A novidade deste é o facto de o alvo ter sido um estabelecimento ‘gay friendly’, o Pulse (o que não significa, penso, que todos os que lá estivessem dentro fossem homossexuais)

  • Se na morte dos cartoonistas do Charlie Hebdo esteve em causa a liberdade de expressão seria normal que na matança do Pulse estivesse em causa a homofobia. Mas, estranhamente, o carácter homofóbico do ataque quase foi expulso do debate político norte-americano. É um pormenor, um facto que não mereceu grande reflexão política. O ódio de Omar Mateen aos homossexuais foi antes substituído pelo ódio de Donald Trump aos muçulmanos. Para a direita norte-americana, o problema é a existência de muçulmanos no seu território. Para a esquerda é a facilidade em obter armas. Desta vez, poucos parecem querer dizer que eles somos nós. Porque para isso era preciso que muitos dos que gostam de alardear os “valores ocidentais” vencessem a sua agressiva homofobia. Quando um colunista do The New York Times escreveu que Omar Mateen pode ter dado a vitória a Trump enganou-se. Trump nunca poderiam ter gritado “I’m gay” como gritaria “Je suis Charlie”. Foram os media que tornaram quase irrelevante a motivação deste atentado, permitindo que um homofóbico usasse o sangue dos homossexuais para juntar o seu ódio aos gays ao seu ódio aos muçulmanos. Assim, o ódio está sempre a facturar