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Portas, Lisboa e o Norte

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O país viveu e ainda vive acima das suas possibilidades. Esta é a essência do problema. Gastávamos mais do que aquilo que produzíamos. É por isso que o ajuste externo entre importações e exportações realizado por Passos e Portas foi decisivo. E também é por isso que o Norte Litoral carregou a Coligação para a vitória. Mais do que qualquer outra região, o Norte Atlântico entre Aveiro e Viana compreende a necessidade de uma balança comercial equilibrada e de uma economia centrada nos mercados externos.

Neste sentido, a ida de Portas para a Mota Engil é uma desilusão irrevogável, é a típica jogada da corte lisboeta que despreza a economia real centrada em latitudes nortenhas. Será que Portas acreditou mesmo em alguma coisa daquilo que disse sobre exportações e fim do ciclo da construção? São jogadas palacianas como esta que evitam que Lisboa se confronte com um pormenor decisivo: na verdade, não foi o país que viveu acima das suas possibilidades; a região de Lisboa é que viveu e ainda vive acima das possibilidades do país inteiro.

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