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“O maior”

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Cresci a ouvir a história contada por diversos ângulos, vozes e géneros, até porque o sangue de Setúbal corria forte no meu bairro. Uns garantiam que ele era ponta direita, uma espécie de Chalana destro, outros garantiam que era médio ao estilo de Rui Costa. Uns diziam que era um “drogado”, outros diziam que era o “maior”. Umas diziam que se derretiam com o “homem do brinco”, outras garantiam que nunca acharam piada ao gandulo guedelhudo que jogou no Benfica nos anos 70.

Falo de Vítor Baptista (1948-1999), o Garrincha que nos calhou em sorte e que foi alvo de uma das experiências jornalísticas mais interessantes dos últimos tempos: pela vossa alminha, vejam o documentário “O Maior – a História de Vítor Baptista” realizado por Pedro Candeias e Joana Beleza aqui no Expresso. Afinal, o homem era ponta-de-lança, teve mesmo o mulherio a seus pés e só não foi o “maior” porque se perdeu no labirinto opiáceo. É essa derrota porém que lhe dá o tom trágico de personagem literária.

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  • A história trágica do maior rebelde do futebol português

    Houve um futebolista português que parou um Benfica-Sporting à procura de um brinco. Que comprou um Jaguar e o equipou com um motorista para o guiar de Setúbal a Lisboa só porque sim. Que levava um cão para os treinos e o amarrava a uma baliza. Que usava sandálias de tacão alto, jeans rasgados, camisas abertas, brinco, cabelo e barba compridos quando todos os outros vestiam fato e gravata. Que trazia couves e batatas da quinta dele para distribuir pelos colegas. Que teve tudo e perdeu tudo na droga e na noite e em maus negócios. Chamava-se Vítor Baptista e tinha uma alcunha: O Maior