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O anti-semitismo, take II

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O livro “Pós-Guerra” de Tony Judt é uma bela obra, mas uma das suas conclusões está coberta pelo pensamento mágico. Diz ele que homenagear as vítimas do holocausto passou a ser a primeira grande marca do “sentimento europeu”. Esta alegação é um excesso de optimismo, porque o sentimento de culpa em relação ao Holocausto não foi partilhado por todos os povos europeus.

Todas as nações europeias colaboraram com os nazis, o anti-semitismo era um sentimento comum, e nem sequer era encarado como defeito. Odiar judeus era virtude social. Ora, depois de 1945, só um povo fez uma catarse séria deste demónio – o povo alemão. A Alemanha, sim, mudou a sua natureza, passando da cultura romântica e vitalista de Tonnies e Junger para a civilização legalista pós-romântica de Habermas e afins.

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