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Hiroshima: Obama não tem que pedir perdão

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Parece que Obama vai visitar Hiroshima durante uma viagem ao Japão ainda neste mês. Será o primeiro presidente americano a colocar os pés na cidade das sombras nucleares. Claro que surgiu logo a conversa do “pedir desculpa”, do “perdão histórico que os EUA têm de pedir ao povo japonês”, lero-lero típico da ditadura politicamente correcta que controla as universidades americanas – e é mesmo uma ditadura com boicotes e proibições diárias.

Ora, é muito fácil julgarmos o passado a partir do conforto do presente. Se isolarmos a decisão de Truman, se a colocarmos num vácuo ahistórico onde só existe bem e mal em absoluto, a bomba só pode ser vista como a representação do inferno. Os homens porém não vivem num vácuo ahistórico, vivem no horror da história. E, no contexto de 1945, a bomba foi encarada como um mal menor. Qual é a solução mais ética? Matar 60 mil de uma vez para assim salvar milhões? Ou recusar matar 60 mil num só golpe, deixando assim o caminho aberto para uma guerra de atrito que mataria milhões aos poucos?

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