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Como salvar a globalização?

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Trump, Sanders, Le Pen e grande parte da esquerda europeia – toda esta gente partilha o ódio à livre circulação de ideias, pessoas, capital e bens. Esta liberdade costuma ser resumida com uma alcunha que sempre me pareceu infeliz, “globalização”.

O nome certo é cosmopolitismo, e o seu negativo é o nacionalismo. De esquerda ou de direita, o opositores do cosmopolitismo são nacionalistas. Seja como for, o certo é que o centro político tem de reagir, caso contrário seremos engolidos pelos extremos da reação e da revolução. Se triunfar, o extremismo não terá apenas consequências na qualidade das nossas democracias, também terá consequências diretas na ordem internacional. O fim da globalização, isto é, o fim da interdependência entre as grandes economias do mundo, é meio caminho andado para conhecermos finalmente uma guerra à antiga, uma guerra entre as grandes potências. Impensável?

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  • Fantasmas do passado e da globalização

    O cinema coreano mostra frequentemente como o trauma da guerra de 1950 foi profundo. Já o género fantástico brasileiro inspira-se mais em Holywood que no imaginário local

  • A globalização não é um agente político é um facto. Também não é, como por vezes se apresenta, uma lei da natureza. Resulta, em muitos dos seus elementos, de decisões políticas. Mas sendo um facto político, económico e cultural, a globalização transporta em si, como é habitual nos momentos fundamentais da história humana, todas as possibilidades e todas as contradições. A mesma globalização que enfraquece a lei e a democracia, promove a criminalidade financeira e contribui para a penúria fiscal dos Estados, permite a quase 400 jornalistas em todo o mundo partilharem uma investigação e torna possível tratar milhões de documentos e factos e garantir a proteção dos jornalistas perante os poderes que incomodaram. A globalização não está certa ou errada. Está. Não se é contra ela ou a favor. Lida-se com ela, contrariando-a nuns casos, favorecendo-a noutros

  • Houve um tempo em que a esquerda acreditou que a globalização deixaria os ricos mais ricos e os pobres mais pobres. Sem perceber que se opunha ao vento, ou que pretendia tapar o Sol com uma peneira, opôs-se. A realidade deu-lhe só meia razão (e na parte menos importante): os ricos tornaram-se, de facto, mais ricos. Mas os pobres ficaram menos pobres. A incapacidade de compreender os novos tempos, desde que os encontros antiglobalização e contra o comércio livre começaram (1991 Porto Alegre, Brasil) domina até hoje boa parte do discurso político