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A Tempo e a Desmodo

A geringonça “neoliberal”

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Em cima da mesa, há dois projectos distintos para Portugal. À direita, aposta-se na poupança e não no consumo, na redução da dependência da dívida e do crédito (a austeridade) e nas exportações. À esquerda, curiosamente, os geringonços apostam nos piores vícios do tal capitalismo “neoliberal”, o consumismo e a dependência do crédito para famílias e Estado; até gozam com essa coisa parola das exportações lá do norte.

Ou seja, em 2016, uma esquerda ainda composta por marxistas e pós-marxistas não consegue pensar e governar sem o recurso ao consumismo “neoliberal”. O programa de Centeno e Costa resume-se ao chapa ganha, chapa gasta. Com um bocadinho de esforço, ainda vão a tempo de recuperar uma máxima de José Sócrates – o crédito como direito adquirido de famílias e Estados. Portanto, se querem encontrar esse gambozino eterno, o “neoliberal”, sugiro que procurem nas bancadas da geringonça.

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