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Os millennials ressuscitam 1914

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Um programa de viagens como o de Anthony Bourdain (Parts Unknown, CNN) só é possível devido à globalização, isto é, liberdade de circulação de pessoas, bens e capitais. Este tipo de programa é em si mesmo uma celebração do espírito cosmopolita, da abertura, da fuga ao velho nacionalismo e, em consequência, devia mostrar uma Era de fusão cultural, de mistura, de recusa do comunitarismo fechado. Contudo, sente-se cada vez mais o oposto.

Tal como na primeira globalização (1850-1914), o frenesim global está a provocar uma reacção romântica. Em “Parts Unknown”, Bourdain encontra espíritos soberanistas em quase todas as nações e regiões, desde a Escócia até ao Havai. O nacionalismo cultural está a crescer numa trajectória paralela à da globalização económica e tecnológica. Interdependência? Em 1914, todos os veículos civis e militares de ingleses, franceses e russos estavam dependentes de velas que a germânica Bosch fazia em exclusivo na Alemanha.

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