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Hip-hop, violência e Leviatã

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Por acaso o meu caro leitor sabia que os cartéis de droga do México seguem à risca os critérios de responsabilidade social? Sim, um doce perfil de mucama decora a imagem pública dos El Chapo da vida. Aliás, quando Joaquín Guzmán foi preso há pouco tempo, rebentaram manifestações populares de apoio ao mafioso: “Queremos Libre el Chapo”, “El Pueblo apoya al senor Joaquín Guzmán”, “el héroe de Sinaloa”. Sinaloa é um dos estados autónomos do México, que, na verdade, é controlado pelo cartel de Sinaloa de Guzmán. Porque é que o povo adora o criminoso?

Os chefões da máfia mexicana constroem igrejas, escolas, centros comunitários, ringues desportivos e até sistemas paralelos de segurança social e de empréstimos bancários, ocupando o vazio deixado pelo Estado. Não há Estado no sentido weberiano e kantiano do termo, isto é, não há monopólio exclusivo da violência e, em consequência, não existe estado de direito. Imensas regiões e mesmo bairros citadinos do México são terras anárquicas que fazem lembrar os tempos medievais da Europa, antes do primus inter pares.

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