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A IV República de Marcelo

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O desgaste de Cavaco não era unipessoal e intransmissível. Era um desgaste do próprio cargo e, em consequência, podia ser transmitido ao novo inquilino. O problema não era Cavaco Silva mas o próprio semi-presidencialismo, madeira velha consumida por dois seres carunchosos: a troika e a geringonça. Durante os duros anos da troika, os portugueses perceberam que Belém conta pouco na questão decisiva, o Euro e a UE. Ao contrário do Presidente do semi-presidencialismo francês, o nosso Presidente não lidera as delegações a Bruxelas e em Lisboa é só mestre de cerimónias na recepção a Merkel e afins.

Marcelo percebeu esta fraqueza institucional e mudou de imediato o jogo: chamar Draghi ao Conselho de Estado é um golpe de asa de um político que pode e deve mudar o nosso regime num sentido presidencialista. Muitas das nossas convenções políticas (as regras não escritas) foram destruídas pelo ajustamento e pela manigância de Costa. Agora é necessário construir novas convenções a partir de Belém.

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