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Expresso

Multiculturalismo não é cosmopolitismo

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Numa reportagem do “Expresso” sobre os bairros islamizados em Bruxelas, um emigrante português diz assim: “o bairro até é calmo. Cada comunidade vive a sua vida sem incomodar a outra”. A frase é dita com bonomia, como se estivéssemos perante uma virtude cívica. Ora, esta incomunicabilidade entre comunidades vizinhas está longe de ser uma virtude, aliás, é a raiz do problema.

E o curioso é que a bonomia do emigrante português é suportada por toda a esquerda politicamente correcta que nas últimas décadas implementou o apartheid que muitos continuam a descrever através do eufemismo “multiculturalismo”. Dentro da lógica multiculturalista, cada comunidade de estrangeiros deve viver à margem da cultura da maioria branca, cristã e capitalista, cada comunidade de muçulmanos ou africanos deve ficar numa reserva antropológica sem qualquer infecção da cultura ocidental.

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  • Big Brother Molenbeek. “Aqui nos tiram a vida sem nos matar”

    As mulheres dizem-se com medo de andar na rua. Os homens queixam-se de que as notícias os estão a confundir a todos com terroristas. Quatro meses depois dos atentados de Paris, o bairro volta a estar no centro das atenções do mundo com os acontecimentos em Bruxelas esta semana. Há câmaras e microfones por todos os lados. E uma sensação de vida em suspenso.“Estão a massacrar-nos”, dizem os habitantes de Molenbeek. “E se fosse a vossa vida?”