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Expresso

Os portugueses fizeram mais por Angola do que o MPLA

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Esqueçam por momentos Luaty Beirão e concentrem-se em Alfredo Mambua, um humilde aldeão do norte de Angola. Porquê? Com ou sem genuínos créditos democráticos, Luaty é um privilegiado da corte. Sim, eu sei, os regimes mudam quando alguns privilegiados cortam o cordão umbilical com o status quo, mas os verdadeiros mártires das ditaduras não se encontram na corte, mas sim em locais como Malange, zona de Alfredo Mambua – o tal súbdito do regime angolano que teve a coragem para dizer o seguinte a Nicholas Kristof (“New York Times”): “no tempo colonial, ainda tratavam de mim; agora ninguém quer saber”.

Estas declarações têm um contexto que não é admitido pelo MPLA e que é raramente discutido em Portugal: Angola é o pior país do mundo para crianças; bebés e meninos angolanos morrem às mãos de epidemias que eram combatidas pelos portugueses, mas que agora são negligenciadas pela elite do MPLA. Enquanto as crianças morrem de febre-amarela e malária, as Isabéis dos Santos do regime passeiam as suas Célines na Avenida da Liberdade e a Isabel dos Santos original procura a respeitabilidade bancária e mediática na corte lisboeta. Até parece ficção.

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  • Liberdade enjaulada

    Domingos da Cruz Maninho, oito anos e seis meses de prisão efetiva. Luaty Beirão, cinco anos e seis meses de prisão efetiva. Nuno Alvaro Dala, Sedrick de Carvalho, Manuel Chivonde Nito Alves, Inocêncio de Brito, Laurinda Manuel Gouveia, Fernando António Tomás “Nicola”, Mbanza Hamza, Osvaldo Sérgio Correia Caholo, Arante Kivuvu, Albano Evaristo Bingo, Nelson Dibango Santos, Itler Samassuku e José Gomes Hata, quatro anos e seis meses de prisão efetiva. Rosa Conde e Dito Dalí (Benedito Jeremias), dois anos e três meses de prisão efetiva. Angola condenou 17 ativistas. Pedro Santos Guerreiro analisa livremente

  • Lisboa, o segundo país de Isabel dos Santos

    A filha de José Eduardo dos Santos e o seu marido Sindika Dokolo gerem, a partir da capital portuguesa, um universo de mais de 40 sociedades-veículo com que controlam os seus negócios, em esquemas de cascata. Apesar de ser dona de parte da Galp desde 2007, isso nunca apareceu em qualquer informação oficial

  • Luaty Beirão, o herói insolente

    Henrique Luaty da Silva Beirão, 33 anos, é o improvável herói de um movimento de democratização que cresce todos os dias, tirando o sono ao presidente José Eduardo dos Santos. O ativista está a mudar a História de Angola. No dia em que Luaty foi condenado a cinco anos e meio de prisão, republicamos livremente um texto de José Eduardo Agualusa, saído a 17 de outubro de 2015 na revista E, no qual o autor relata a importância do rosto mais visível dos 17 ativistas que Angola condenou a penas de prisão efetiva