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Expresso

Isto não é terrorismo, é guerra civil

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Guerra civil ou insurgência. Estas são as expressões que temos na cabeça mas que recusamos utilizar porque temos medo das implicações e julgamos que a sua não verbalização apaga por artes mágicas a realidade. Mas o tabu linguístico não anula a “questão muçulmana” que decidirá o futuro da Europa. Como disse ontem o General Carlos Branco numa entrevista à Renascença, convém perceber que já não estamos a falar de terrorismo.

O que temos pela frente são acções terroristas de grupos insurgentes que têm apoios externos (treino militar no isis, apoio financeiro da Arábia) e que acima de tudo têm apoio das populações locais. A notícia mais importante destes dias não é nem a prisão de Salah Abdeslam nem o ataque de 22 de Março, mas sim uma revelação da polícia belga: antes, durante e depois dos atentados de Paris, Abdeslam teve o apoio dos vizinhos de Molenbeek. Um terrorista ajudado pela população local já não é um terrorista, é um insurgente à procura da atmosfera de guerra civil.

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