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Expresso

Já percebem Israel?

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Israel não faz fronteira com o pacato e próspero Luxemburgo, mas durante décadas e décadas a sensibilidade europeia exigiu que Israel se comportasse como um vizinho do Grão-ducado. Tel Aviv é a cabeça de uma democracia cercada por inimigos e com um quotidiano marcado pelo terrorismo, ou seja, vive na história, esse espaço físico e mental que exige o recurso à guerra.

Israel tinha de atirar bombas e erguer muros para sobreviver – mas tudo isto parecia medieval aos olhos dos sofisticadíssimos europeus que nada tinham de sofisticado, diga-se. Eram até bastante obtusos, porque não compreendiam um ponto evidente para a restante população mundial: a tranquilidade europeia dos anos 80, 90 e 2000 era uma excentricidade histórica, não podia ser exportada, era uma pausa feliz e fugaz. Mas, com enorme arrogância, a Europa ocidental pensou mesmo que podia exportar esta tranquilidade.

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