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Quer matar-se? Não conte com a nossa ajuda

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O meu novo livro, “Alentejo Prometido”, fala bastante no suicídio alentejano. Quis o destino que o livro fosse publicado numa altura em que se discute eutanásia, suicídios assistidos e essa coisa estranhíssima que se chama “morte com dignidade”. Ora, nunca escondo um certo respeito pela coragem do suicida; ele tem um porte altivo, imperial, quase aristocrático, comete um ato de liberdade radical que respira um desejo de independência total. Apesar de ser pecado, o suicídio esconde uma coragem magnífica, uma bravura de mustang que não se entrega e que recusa ser mártir na cidade dos homens e na cidade de Deus.

Por outras palavras, o suicídio fascina-me. Cada suicida é um caso literário. Mas, se posso respeitar um suicida em concreto, também é verdade que não posso aceitar como legítima uma cultura que não resiste moralmente ao suicídio e que chega mesmo a romantizar a figura do suicida. E é aqui que entra em cena a discussão em curso. Discussão, essa, que parece destituída da grande marca dos meus antepassados que se mataram: a coragem.

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  • Carta de amor ao Alentejo

    A propósito da polémica levantada com o seu livro “Alentejo Prometido”, Henrique Raposo escreveu na edição deste sábado do Expresso uma crónica a explicar as suas motivações e justificações. Leia abaixo na íntegra