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Expresso

Hannah Arendt e a coragem intelectual

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Arendtiano. Não soa bem, pois não? Ninguém sobe no palanque para dizer “sou arendtiano”. Mas, se me perguntarem qual é a minha primeira raiz intelectual, a resposta é Hannah Arendt. Li-a na altura certa, há uns quinze anos. Ela desintoxicou-me, cortou a linha pós-moderninha que estava a seguir, fez reset na minha forma mental e, a partir dela, reorganizei-me, comecei a ler sem medo coisas que julgava impróprias para alguém sofisticado e, acima de tudo, aprendi o valor da coragem intelectual.

Coragem, essa, que se constrói com dois pilares arendtianos: há que tentar ver o mundo tal como ele é e não como ele devia ser; ver o mundo como ele é implica mergulhar na natureza do mal, implica compreender a origem da maldade. Claro que muita gente vai assumir que perceber o mal é o mesmo que desculpar o mal. Não é.

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