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Expresso

Mário Soares, KGB e CIA

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Sabem quem era “Mercuriy” na linguagem do KGB? Mário Soares. Não, Soares não era um amigo ou agente do KGB como Octávio Pato ou Cunhal. “Mercuriy” era o nome de código da estratégia de aproximação a Soares (1972-1977). O próprio Cunhal estava a par desta cartada liderada pelo agente Koblikov, que certa vez até recebeu informações de Soares e uma carta endereçada a Brejnev. Mas as notas da arca de Mitrokhin são claras em relação ao fracasso da missão “Mercuriy” - “os objectivos delineados não foram alcançados”. Razões para o fracasso?

Arrisco que a causa foi a presença do Soares moderado (que aparecia e aparece às terças, quintas e fim-de-semana). Contudo, por diversas vezes naqueles anos de caos e radicalismo, Soares partilhou retórica e objectivos com o KGB. Resta saber se existiu ou não uma aliança tácita e consciente entre o KGB e o Soares radical (que aparecia e aparece às segundas, quartas e sextas). Já agora, recorde-se que o PS esteve desde a fundação infiltrado pelo KGB. Eduardo Maia Cadete (1942-1999), o agente “Braun”, era um histórico de 1973.

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