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Quem responde pela traição de Álvaro Cunhal?

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A história de capa da revista do “Expresso” desta semana é tão boa que ainda nem a acabei. Estou a lê-la devagarinho para saborear cada sílaba. Sim, esta revista é uma espécie de sobremesa historiográfica. É que o “Expresso”, através de Paulo Anunciação, investigou a secção portuguesa dos arquivos de Vasili Nikitich Mitrokhin.

Quem foi Mitrokhin? Um dos grandes dissidentes do velho mundo comunista, a par de Czeslaw Milocz ou Soljenítsin. Mitrokhin era o humilde arquivista do KGB e, a partir da desilusão de 1968 (invasão da Checoslováquia), começou uma tarefa ciclópica e silenciosa: documentar a perversidade da nomeclatura soviética; copiou e guardou quase diariamente entre 1972 e 1982 pequenos papéis com segredos do KGB.

Em 1992, depois do colapso da URSS, entregou esta maravilhosa hemorragia comunista ao MI6 britânico. E, como seria de esperar, a arca de Mitrokhin é devastadora para o PCP e Álvaro Cunhal.

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