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Expresso

Gazprom: as trinta moedas de prata da UEFA e da Greenpeace

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Há dois anos, o Estádio da Luz, que se preparava para receber a final da Liga dos Campeões, foi palco de um protesto contra a Gazprom, grande patrocinada da prova rainha. Quando li o título da notícia, pensei logo para comigo: finalmente alguém reage contra a empresa que é a arma principal da ditadura de Putin; ditadura, essa, que matou gente na Geórgia e que agora assassina ucranianos numa guerra esquecida. Sucede que o meu primeiro impulso foi mesmo um excesso de optimismo.

O protesto foi elaborado pela Greenpeace e, como é óbvio, não foi direccionado à questão política e humana, mas sim à questão ambiental. A Gazprom foi contestada devido à sua pegada carbónica, e não devido à sua pegada tirânica. Faz-me sempre um pouco de impressão ver preocupações ambientais à frente das preocupações humanitárias. É como se a humanidade fosse de facto um vírus que está a mais na mãe natureza.

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