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Expresso

Quando é que deixamos de tolerar a aristocracia da CGTP?

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Como todas as famílias portuguesas, a minha foi varrida pela crise. Desemprego aos 30, desemprego aos 40, falências à porta dos 60, mudanças de vida radical, emigração. Uma das memórias que guardo destes anos nasce na comparação entre este caos familiar e as exigências absurdas da CGTP em relação aos estaleiros de Viana.

Quer dizer: as empresas normais do Zé Povinho sem cartão da intersindical podiam falir; já as empresas afectas à CGTP não podiam falir nem sequer entrar no processo de privatização (a única tábua de salvação). Nós, os portugueses que trabalhávamos na economia real, podíamos cair no desemprego ou na falência e, ao mesmo tempo, tínhamos o dever “patriótico” de pagar através dos impostos as empresas falidas pela gestão CGTP. É esta a imagem que retenho dos anos da troika: há filhos e enteados no mundo do trabalho.

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