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Expresso

A "Playboy" morreu. Vida longa à "Playboy"

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Quando era garoto, encontrar revistas de gajas nuas era uma odisseia. Não era uma odisseia à Willy Fog ou à Indiana Jones, mas era uma aventura; implicava conhecer os esconderijos dos primos mais velhos, implicava a conivência da dona Adélia da papelaria, implica o uso da memória visual: por vezes, só tínhamos uns segundos para mirar a cena.

Ora, hoje em dia, aquilo que era o Santo Graal da minha geração está disponível em abundância nos sites de “A Bola” e “Record”, por exemplo. Devido a um milagre da física e do jornalismo, os sites de desporto (até o aristocrata “L’Equipe” se rendeu) estão cheios de galerias de mulheres nuas. Por dia, cada um destes sites oferece três ou quatro musas, ou seja, um miúdo de hoje recebe por dia a quantidade de píxels eróticos que eu recebia durante vários meses.

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