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Expresso

Scalia: literatura e liberdade

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Lincoln e Churchill aproximaram o discurso político da literatura. Antonin Scalia fez o mesmo com o discurso jurídico. As suas famosas dissidências no Supremo Americano são peças de um escritor que por acaso foi juiz. Com Scalia, o Direito respira fora da masmorra do “juridiquês”, essa linguagem oblíqua e difusa que faz lembrar uma cotonete – dá para os dois lados, pode ser lida de frente para trás ou de trás para frente, significa uma coisa e o seu contrário. A par desta elegância formal, Scalia tinha uma virtude substantiva que é rara nos nossos dias - mesmo na direita.

Falo da clareza; Scalia era cristalino nas suas posições. Comparar um conservador pós-moderninho como Boris Johnson com um conservador a sério como Antonin Scalia é como comparar a meninice de Tarantino com a solidez de John Ford. Mas, já agora, seria errado classificar Scalia como um mero conservador ou republicano. Ele foi mais do que isso, aliás, Scalia foi no nosso tempo o grande defensor da Constituição americana, agora e sempre a grande âncora do ocidente e do nosso conceito de liberdade.

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