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Expresso

Porque é que não falamos das FP-25 de Abril?

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Porque é que o Estado português demorou 30 anos a condecorar a vítima mais representativa do terrorismo das FP25 de Abril (Gaspar Castelo Branco)? Porque é que este assunto foi durante 30 anos uma nota de rodapé e uma causa das margens da direita? Há várias explicações. A primeira é que as brigadas assassinas das FP25 de Abril correspondiam a um pensamento radical de esquerda que não estava nas margens. Quando lemos a imprensa dos anos 70 e mesmo 80, ficamos impressionados com a vulgata marxista que ainda pairava em Lisboa. A perestroika não passou pelo Chiado.

Ou seja, os assassinos das FP25 (e o nome é mesmo esse: assassinos) levaram à prática aquilo que o ar do tempo andou a pedir durante duas décadas: a completa desumanização da “direita”, da “reacção”, etc. Ler Saramago ou Prado Coelho dos anos 70 é o mesmo que encontrar a primeira raiz das FP25. Otelo foi coerente. E, nessa retórica, também encontramos a razão do perdão de Mário Soares, que, ao contrário do que se tem dito, nunca deixou de namorar o radicalismo.

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