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Expresso

Quem quer morrer em Riga?

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Às vezes, as grandes notícias passam incógnitas no meio da algaraviada que é a “agenda” noticiosa da era das redes sociais. Esta é uma delas: no seu último orçamento de Defesa, Obama propõe quadruplicar o orçamento das forças da NATO na Europa, o que na prática representa um reforço das unidades de combate dos EUA no velho continente. Mas porque é que Washington está a olhar para um continente envelhecido, desvitalizado e pacífico?

É que esta paz geriátrica é a perspectiva de Lisboa, Londres e Paris, não é a perspectiva de Varsóvia, Helsínquia ou Riga. Todas as nações traumatizadas com as invasões russas de outrora (Finlândia e países do Pacto de Varsóvia) há muito que estão ansiosas com a Moscóvia putiniana. A tranquilidade pós-história que, apesar de tudo, ainda se respira na velha Europa ocidental não existe na Europa ex-Pacto de Varsóvia devido à agressividade russa, que é tudo menos pós-história. É por isso que os europeus de leste tomam posições que chocam com o ar do tempo da Europa ocidental (apoio à guerra do Iraque, campanha anti-refugiados, desprezo total pela russofilia da Grécia).

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