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Expresso

Carnaval nas Cinzas

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Visto que Deus não me fez nascer no “Carnaval no Fogo” de Ruy Castro, tenho a dizer que o Carnaval é deprimente. E a depressão aumenta quando constato que este forrobodó pagão está a dar uma goleada teológica à Páscoa cristã. Páscoa, essa, que até “começa” hoje, uma quarta-feira de cinzas que passará incógnita depois de uma semana de serpentinas e meninas colonizadas pelas princesas Disney.

A paganice da festa, do corpo e da imanência, representada pelo Carnaval, está a reduzir a transcendência da Páscoa a um culto semi-clandestino. O Natal lá vai sobrevivendo à OPA pagã, porque, ao invés da Páscoa, não fala em morte. Mas, se repararem, o Natal que temos é cada vez mais um Carnaval disfarçado. Não há como fugir: o cristão hoje em dia joga sempre fora de casa. O que me dá, confesso, um certo gosto. Nunca me teria reaproximado da fé se isto fosse fácil.

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