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Expresso

Scola era o meu Bowie

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Ainda há dias, durante a comoção colectiva por David Bowie, mandei o seguinte sms a um amigo: “nunca sinto a emoção que estás a sentir pela morte de um astro pop, digamos assim; só fico comovido quando morre alguém do cinema ou dos livros”. Nem por acaso, ontem morreu um dos realizadores cá de casa, Ettore Scola.

As minhas cassetes de VHS que tinham as gravações dos filmes deste mestre italiano estavam (e estão) riscadas como um disco de grafonola oitocentista. Vi e revi vezes sem conta “Feios, Porcos e Maus” (1976), a comédia que ensinou o neorealismo a rir, e “Um Dia Especial” (1977), uma tragédia que Shakespeare não desdenharia.

Scola era o sobrevivente de uma geração dourada (Visconti, Fellini, Antonioni, De Sica) que colocou o cinema italiano num patamar à parte do cinema europeu.

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