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Expresso

A Tempo e a Desmodo

A voz de Alan Rickman

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Até porque tenho voz de bagaço, cortecia dos meus avôs alcoólatras, aquilo que mais invejo nos outros homens é a voz. Tenho dito ao meu amigo José Bastos (Rádio Renascença) que era capaz de invadir a Polónia só para ter uma voz remotamente parecida com a dele, uma voz imperial mas límpida, grave mas não rouca e bagaceira, sedutora mas não lambida. Há quem inveje a altura, o cabelo ou o Ferrari alheio, eu invejo a voz.

Cobiço todas as grandes vozes, de Anthímio de Azevedo até Gary Oldman, passando por Dean Martin ou Rui Tovar. Alan Rickman, que faleceu ontem, era uma dessas invejadas vozes. Com uma agravante: era e será sempre uma das voz-off da minha infância. Aliás, a voz melíflua de Rickman faz parte do cardápio de memórias de qualquer nativo dos anos 80. Muito antes de ser Severus Snape (“Harry Potter”), este actor britânico interpretou dois dos melhores vilões do cinema popular dos anos 80 e início dos anos 90.

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