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Expresso

A comédia de Nóvoa e Marcelo

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Quando estou a falar, tenho de me esforçar bastante para não dizer “Sampaio da Névoa”. Faço sempre uma pausa de dois ou três segundos antes de dizer “Sampaio da Nóvoa”; é o tempo necessário para o meu cérebro fingir que se pode ser sério perante esta personagem. Não é fácil, são três segundos durinhos. Porque, de facto, é difícil não começar a rir às gargalhadas com o soldadinho que quer ser general; é difícil não ver na palavra “névoa” o termo ideal para descrever o político mais vago e vazio da história da III República.

Sampaio da Nóvoa ficará na história como o homem que inaugurou o estilo Manuel-Alegre-encontra-Nicholas-Sparks.

A República está nas ruas, no meio de nós! Temos de a sentir junto das pessoas! Claro que sim, Sr. Dr. Aliás, gostava já de adiantar que eu tomo café todos os dias com a República ali no Sr. Joaquim. Ora, este discurso vazio e pseudo-poético está cheio de humor involuntário, mas é o prenúncio.

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