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Marcelo: o ecuménico

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Marcelo Rebelo de Sousa fala, fala e volta a falar, mas não diz nada. Esta espécie de mordomo do regime está a falar há quarenta anos, mas não sabemos o que ele pensa, não conhecemos as causas e ideias que constituem o seu sistema de valores. Na sua geração, figuras como Sousa Tavares, Filomena Mónica, Barreto, etc. defendem causas, atravessam-se por ideias, isto é, são intelectuais públicos do regime democrático, do espaço público que deve ser ocupado com clareza.

Ao invés, Marcelo é opaco e, nesse sentido, faz lembrar os bobos dos regimes semi-democráticos que ocupam o tempo de antena com pólvora seca. Há que distrair o povinho com pão, circo e marcelices. Em quarenta anos, Marcelo não disse nada. Não acreditam? Então identifiquem-me, por favor, uma ideia, uma causa, um projecto que seja imediatamente associado à figura de Marcelo. Eu estava quase a dizer que não há nada, mas isso seria matematicamente incorrecto. Marcelo deu a cara pelo “não” ao aborto. Mas, verdade seja dita, bastou uma caricatura dos Gatos Fedorentos para colocar Marcelo em retirada. Um prenúncio do que vimos há dias no debate com Marisa Matias.

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