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Expresso

Devemos aceitar refugiadas com burka?

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Ontem vi uma reportagem da SIC sobre refugiados sírios acolhidos em Penela (Coimbra), e não foi preciso ligar o som para ficar incomodado: uma menina, rapariga ou mulher estava completamente coberta por uma burka negra que só lhe destapava o branco dos olhos. Não dava para ver se era menina, rapariga ou mulher, mas era claro que estava ali uma pessoa humilhada por uma peça de vestuário que a coloca numa condição de abjecta inferioridade.

Aquela burka representa algo que nós não podemos aceitar na nossa terra: aquela mulher não é considerada pelo marido ou pai como uma cidadã (a face pública), é apenas mulher ou filha (a face privada). Lamento, mas isto é inaceitável. Sim, há que acolher. Sim, há que mostrar misericórdia, mas há um momento em que a misericórdia passa a ser cobardia perante o relativismo que diz “ah, isso é a cultura deles”. Seja ou não a sua cultura, uma mulher não pode andar tapada da cabeça aos pés no meu país.

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