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Expresso

Aníbal é nosso amigo

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Quando olhamos para o mundo islâmico, percebemos que só existem três países com um mínimo de estabilidade: Tunísia, Turquia e Irão. O resto assemelha-se a um caldeirão a explodir neste momento, prestes a explodir a qualquer momento ou já devidamente rebentado e a cheirar a cinza. Apetece dizer que, daqui a uns anos, quando a região estabilizar em novas e irreconhecíveis fronteiras, apenas três países manterão o actual traçado: a velha Cartago, a Sublime Porta e a velha Pérsia.

Não uso estas designações antigas por pedantismo. Estes três países são mais sólidos do que os vizinhos porque têm uma história antiquíssima que lhes dá unidade patriótica. Basta ouvir as palavras “Cartago” e “Pérsia” para sentirmos respeito, são duas entidades políticas que ecoam desde a Antiguidade. Os persas como Xerxes eram inimigos de Alexandre e Leónidas, e o grande Aníbal de Cartago foi o pior pesadelo da Roma de Catão. Em 2015, os cartagineses (tunisinos) e os persas (iranianos) têm orgulho nesse lastro civilizacional pré-islâmico. E isto faz toda a diferença.

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