Siga-nos

Perfil

Expresso

Vai a Europa suspirar por Guantánamo?

  • 333

Em 2006, tive oportunidade de falar com um responsável de Guantánamo, um coronel do exército. Alto, aproado e com a verbosidade do tangas, o sujeito fez uma exposição técnica, meus caros, reparem como os prisioneiros têm salas de estar, casas de banho e até um campo de jogos! Pedi a palavra e expliquei-lhe um pormenor, meu caro coronel, a questão não é técnica, você até podia ter os homens num hotel de luxo que envergonhasse o sultão do Brunei, até lhes podia dar uma cela com jacuzzi e acesso a 72 strippers russas, mas o problema continuaria a ser o mesmo: a questão é moral e legal, não é técnica, você não pode ter homens presos sem acusação formal e sem direito a defesa.

Ele interrompeu-me argumentando que os EUA viviam numa espécie de estado de emergência, “a guerra ao terror”, que justificava o vazio legal. Pois muito bem, meu caro coronel, então quando é que essa guerra acaba? Roosevelt também fez campos de detenção para japoneses, mas aquela era uma guerra com um fim claro. Quando é que esta guerra acaba, posso saber? A resposta veio célere: quando o meu presidente assim decidir.

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI