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Expresso

Não bombardeiem Raqqa, recuperem Marselha

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O que liga o 11 de Setembro e todos os ataques sofridos pela Europa até ao 13 de Novembro? Os muçulmanos responsáveis por esses ataques nasceram e/ou sofreram a radicalização na Europa. O nosso problema nunca esteve no Médio Oriente, esteve sempre à nossa espera em Molenbeek ou Marselha, cidade onde três homens esfaquearam ontem uma professora judia. O nosso desafio não é fazer uma guerra em Raqqa (Síria), é evitar que se instale um clima de guerra civil nas cidades europeias. Clima, esse, que começa a ser evidente em França. Não é por acaso que Valls e Hollande invocam a “guerra” e o “estado de emergência”. E faz sentido invocar estes termos legais.

A França tem cerca de 5 milhões de muçulmanos (7.5% da população). Perante este número, podemos fazer uma conta por baixo: suponhamos que apenas 10% tem uma visão radical do islão - são 500 mil franceses que recusam a autoridade da lei republicana, dos costumes franceses e que são coniventes com ataques terroristas. Ou podemos ainda fazer outra conta: suponhamos que só 10% dos 10% é que são radicais. Mesmo com esta benevolente contabilidade, a conta dá 50 mil pessoas. É um Estádio da Luz cheio de radicais.

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