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André Glucksmann, um herói intelectual

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Para a minha geração, André Glucksmann (1937-2015) foi uma figura do grande cisma do Ocidente que se seguiu ao 11 de Setembro. Em 2003, a direita francesa (Chirac) e a esquerda alemã (Schroder) tentaram dividir a aliança atlântica durante a crise do Iraque; procuraram inclusive o colinho estratégico e cultural de Moscovo. Em Berlim e Paris, as livrarias encheram-se de livros que declaravam que a identidade europeia tinha mais em comum com a espiritualidade russa do com o mercantilismo americano, e que devia ser formado um bloco estratégico euro-asiático que controlasse o poderio americano. Em Paris, André Glucksmann foi uma das vozes que lutou contra este anti-americanismo.

Em “Ouest contre Ouest” (2003), salientou a importância estratégica da NATO e criticou o fetichismo culturalista que varria a Europa na altura, sobretudo a França. Esse fetichismo girava em torno da “excepção cultural europeia” que garantia a existência de um sacrossanto “homem europeu” partilhado por todos os países europeus - uma ilusão patética.

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