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Expresso

Silêncio cobarde: Isabel dos Santos, Proença de Carvalho, Cofina

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O código de silêncio que antigamente protegia Ricardo Espírito Santo protege hoje outras figuras. Isabel dos Santos e Proença de Carvalho são talvez os exemplos mais claros. Apontem-me por favor os nomes dos cronistas ou comentadores que têm por hábito questionar o poder de Isabel dos Santos. São poucos, e estão quase todos nesta casa. Apontem-me repórteres e investigadores que tenham o hábito de investigar o poder angolano em Portugal ou o nepotismo do MPLA em Angola. Conhecem?

Há um silêncio confrangedor em Lisboa sobre a “princesa das covinhas no rosto”, como já vi escrito numa revista com responsabilidades. Passa-se o mesmo com Proença de Carvalho, que, nem por acaso, é um dos portugueses de confiança de Isabel “covinhas” dos Santos. Proença acumulou demasiado poder e, acima de tudo, acumulou cargos que são incompatíveis. Não se pode ser player do mundo dos negócios, advogado e amigo de ex-primeiro-ministros, gestor de média e jornalista/comentador ao mesmo tempo. Quem é que tem criticado as incoerências do poder de Proença de Carvalho? E, já agora, onde está a onda de indignação ou preocupação com o que se passa com a Cofina? Ah, já sei, o “Correio da Manhã” é o plebeu dos jornais, logo não merece indignação de quem se julga intelectualmente superior.

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