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Expresso

O casamento gay matou a amizade masculina?

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Um grande amigo considera que o casamento gay matou a velha pureza da fraternidade masculina, nunca mais haverá bandos de irmãos como antigamente, nunca mais entraremos num balneário ou caserna da mesma forma, alguma coisa se quebrou, diz. Confesso-me dividido. Por um lado, uma certa agenda gay convocou uma absurda carga de cinismo para as proximidades de qualquer relação entre homens. Por exemplo, não é possível pesquisar artigos sobre “Moby Dick” sem encontrarmos lixo homoerótico que transforma Ishmael num amante de Queequeg. Então não era óbvio que eram gays?

Em recônditos departamentos de menos recônditas universidades e jornais, encontramos este revisionismo gay que deturpa todas as personagens da literatura ou da história. Tudo passa a ter uma leitura baseada no recalcamento gay. É como se não pudesse existir uma franca amizade sem a recompensa do sexo. Esta camada de cinismo pós-moderno coloca-nos a milhas da fórmula de Shakespeare. Hoje nenhum escritor colocaria Henrique V a dizer de forma sincera “we, band of brothers”.

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