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Expresso

O Google rouba jornais. O WhatsApp rouba operadoras de telemóvel?

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Há qualquer coisa de parolo na relação entre a sociedade e as empresas tecnológicas de nova geração: as pessoas assumem de imediato que estas empresas (Facebook, Uber, Google, WhatsAp, etc.) são boas, fofinhas e legítimas. Anda tudo sôfrego para usar as geringonças providenciadas por estas profetas da net e ninguém coloca a pergunta: são estas empresas legítimas? Estão ou não estão a fazer concorrência desleal?

É como se as Google e as WhatsApp tivessem sido ungidas por um óleo especial que expurga os habituais pecados do capitalismo; é como se o capitalismo imaterial da internet não colocasse empecilhos morais a sociedades que até estão habituadas a xingar o capitalismo; é como se o pecado capitalista estivesse associado apenas aos velhos dinossauros que produzem produtos concretos (telemóveis, carros, jornais). Parece que no mundo virtual das apps não há demónios, só anjinhos. Os Zuckerbergs não são Gordon Gekkos, não são tubarões. São golfinhos. E quem é que no seu perfeito juízo está disponível para criticar golfinhos adoráveis?

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