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Expresso

Cavaco 2015 = Soares 1987

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Cavaco Silva repôs a normalidade, isto é, desmascarou o teatro fraudulento do bardo António Costa. Esse teatro de sombras socialistas e logros comunistas assentava em quatro pontos que desrespeitavam a democracia e até a inteligência dos portugueses: o desprezo pelo resultado das eleições, o desrespeito pelo parlamento (a tese da “perda de tempo”), a falta de transparência nas pseudo-negociações entre PS, PCP e Bloco e, acima de tudo, a amizade súbita entre as esquerdas.

Este quarto ponto era a chave da fraude, e foi ontem desarmado por Belém: lamentamos, meus senhores, mas quarenta anos de ódio entre esquerdas não se esbatem em quatro dias de negociatas sobre IVA de restaurantes; lamentamos, meus senhores, mas semelhante mudança sísmica à esquerda tem de ser sufragada nas urnas, não em secretarias.

Haverá quem diga que Cavaco está a excluir dois partidos. Lamento, mas PCP e BE são os auto-excluídos do sistema. Cavaco limitou-se a não acreditar na súbita e fraudulenta conversão destes partidos às responsabilidades do poder, recordando aquilo que Francisco Assis, por exemplo, já tinha salientado: juntar partidos anti-Euro e anti-UE numa aliança/governo com o europeísta PS é como convidar o Papa para um comício de ateus.

O PCP e Bloco só poderão entrar no sistema quando mudarem as suas posições de sempre, e quando uma aliança PS/PCP/Bloco aparecer em cima da mesa antes das eleições. Nos últimos quarenta anos, a tese que aqui defendo só não foi óbvia nas últimas três semanas. Cavaco ressuscitou o óbvio com o discurso da sua vida.

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