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Expresso

A “Playboy” devolve a folha de Eva

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No site do “Record” ou de “A Bola”, entre o farandol de Jorge Jesus e o pescoço generoso de Bruno de Carvalho, um sujeito encontra o peito torneado e as ancas voluptuosas de dezenas de mulheres em poses à “Playboy”. Um sujeito vai à procura de novidades do Glorioso e, sem pedir nada, vê rabos, pernas e lábios sugestivos. Este é o pequeno truque que explica o número de visitas astronómico dos sites de desporto: quando está no trabalho, no meio de colegas e pilhas de papel, um sujeito não pode consumir pornografia, mas já pode ir ao site do “Record” ver a última Miss Bumbum de Mato Grosso ou da Bahia.

Ora, esta pequena batota do dia a dia de milhares de portugueses é partilhada por outras pequenas batotas de milhões e milhões de homens americanos e europeus. Juntos, todos estes episódios indicam um pormenor: a mulher nua já não é monopólio dos velhos pedestais como a “Playboy”, a nudez democratizou-se, está por todo o lado, está nos sites de desporto, está em milhares de Instagram gratuitos, está à distância de um clique no rato ou de um toque no ecrã. O garoto que antigamente comprava a “Playboy” no quiosque no final de cada mês tem hoje um iphone que lhe permite o convívio lambuzado com a pornografia do mundo inteiro; com sorte até consegue ver os filmes amadores dos vizinhos do lado. Porque é que ele haveria de comprar a “Playboy”?

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