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Expresso

Uma campanha histórica

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Fica sempre bem criticar a campanha eleitoral. Fica sempre bem dizer que é um momento cansativo, bruto e sem discussão de ideias. Fica sempre bem ao cronista colocar um ar de enfado, qual gato pedante que ronrona um ainda-bem-que-isto-já-acabou! Se estivéssemos numa campanha normal de tempos normais, eu estaria disponível para a pose. Sucede que não vivemos tempos normais, longe disso, e esta não foi uma campanha normal. Julgo até que estamos a ver o início de uma bipolarização histórica que mudará a natureza da nossa cultura política. Ao fim de quarenta anos, as coisas estão a mudar. Para começar, o momento “irreversível” de Paulo Portas teve o efeito paradoxal de reforçar o espírito da Aliança Democrática: PSD e CDS ficaram presos um ao outro, o PSD percebeu que precisa do aliado à direita, Portas pôs de lado os seus instintos de Metternich e a ala do CDS que queria transformar este partido na charneira do sistema (fazendo acordos ora com PSD ora com CDS) ficou calada perante a unidade da direita.

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