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Expresso

A direita deve abraçar Centeno e Paulo Trigo Pereira

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O amadorismo do PS na gestão dos cartazes levou-nos a este cenário estranho: nunca houve tantas novidades ideológicas na esquerda (Livre/Tempo de Avançar e o liberalismo de esquerda sugerido no Rato), mas andamos a discutir cartazes. Confesso que gosto de ver António Costa a sofrer, mas também tenho de dizer que a rendição colectiva ao bruaá das redes sociais é patética. Porque é que os jornalistas fazem peças com “x e y incendeiam redes sociais” ou “x e y são gozados nas redes sociais”? Além de estarem a dar atenção a uma meta-realidade que nada tem que ver com a realidade que é suposto reportar, estão a aproximar os jornais e televisões das redes sociais, isto é, estão a tornar irrelevantes os jornais e televisões. Há que relativizar aquilo que se passa nas redes, caso contrário ficamos presos numa democracia directa que inventa uma indignação ou caricatura por dia. No caso em concreto, repito, é triste ver duas mudanças de fundo a passar debaixo do radar. O Livre/Tempo de Avançar, como já escrevi várias vezes, é a movimentação mais interessante da esquerda portuguesa desde o PREC. Aliás, é a esquerda anti-PREC. Por sua vez, o poder de liberais de esquerda como Centeno e Trigo Pereira parece indiciar que o PS quer finalmente aproximar-se do restante centro esquerda europeu.

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